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Desvendando a Transformação Digital: o poder e as tendências da cloud computing

No cenário atual da corrida para a Transformação Digital, o mundo corporativo tem enfrentado diversos desafios e oportunidades para escalar seus negócios de maneira eficiente e assertiva.

No cenário atual da corrida para a Transformação Digital, o mundo corporativo tem enfrentado diversos desafios e oportunidades para escalar seus negócios de maneira eficiente e assertiva.

*Por Paulo Nazaré 

Somado a isso, temos as preocupações vigentes com o aprimoramento de serviços e a manutenção da segurança de dados, situações em que a cloud computing, ou computação em nuvem, serve de aliada para as empresas gerenciarem e utilizarem seus recursos de TI de forma mais efetiva. 

Em vez de depender de infraestruturas de TI locais, as organizações podem impulsionar seu processo de inovação aproveitando os serviços de provedores de nuvem para atender às suas necessidades de transformação, tendo acesso a inúmeros benefícios, como escalabilidade, segurança, redução de custos, redundância de dados, entre muitos outros.  A nuvem está intrinsicamente conectada ao futuro dos negócios, tanto que, segundo o Gartner, até 2024, 65% dos aplicativos legados receberá algum investimento com serviços em nuvem para estender a funcionalidade ou substituir algum código ineficiente.

As possibilidades já disseminadas e amplamente difundidas a respeito do uso na nuvem nos ambientes corporativos são apenas a ponta do iceberg das inúmeras oportunidades que existem. Com o crescimento do cloud computing, o Gartner listou quatro principais tendências dessa abordagem que podem ser usadas como reflexão pelas organizações.

 

A primeira enfatiza a necessidade de otimização e refatoração da infraestrutura em nuvem. Embora o uso da nuvem pública seja quase universal, muitas implementações são pontuais e carecem de uma abordagem sólida. Isso abre uma oportunidade para as empresas aprimorarem suas infraestruturas em nuvem, que podem conter falhas. O objetivo principal é torná-las mais eficientes, resilientes e econômicas. De acordo com a consultoria, até 2027, 65% das cargas de trabalho de aplicativos estarão otimizadas ou preparadas para operar na nuvem, marcando um aumento significativo em relação aos 45% registrados em 2022.

A segunda tendência diz respeito ao surgimento de novas arquiteturas de aplicação que demandam infraestrutura específica. As equipes de I&O (Infraestrutura e Operações) estão constantemente confrontadas com o desafio de atender às crescentes demandas, que requerem novos tipos de infraestrutura. Isso abrange desde a computação de borda para aplicações intensivas em dados, até as arquiteturas "serverless edge" e os serviços móveis 5G. Aqui se prevê que, até 2026, 15% das cargas de trabalho de produção no local serão executadas em contêineres, representando um aumento significativo em relação aos menos de 5% registrados em 2022.

Como terceiro ponto, temos a incorporação de princípios de nuvem por parte das equipes de Data Centers em locais próprios. Esses locais estão se tornando mais compactos e migrando para provedores de colocation baseados em plataforma (nuvem privada). Isso se complementa com os novos modelos as-a-service para infraestrutura física, criando assim uma abordagem híbrida que combina elementos da nuvem pública e privada, usufruindo das vantagens de ambas as abordagens.

Por último, a quarta tendência reside na ênfase no desenvolvimento de habilidades. A carência de competências é a principal barreira para as iniciativas de modernização da infraestrutura. Portanto, as organizações de TI não conseguirão progredir, a menos que coloquem o crescimento orgânico das habilidades como prioridade. Segundo o Gartner, até 2027, 60% das equipes de infraestrutura de data center estarão equipadas com habilidades pertinentes em automação e infraestrutura de nuvem, representando um aumento em relação aos 30% registrados em 2022.

Além disso, uma outra tendência promissora é a estratégia multicloud, que consiste em se utilizar vários provedores de nuvem, em vez de depender exclusivamente de um único. Isso permite que as empresas escolham os melhores recursos de diferentes provedores e os integrem de forma coesa em um único sistema. Então, é possível, por exemplo, ter a capacidade de armazenamento escalável de uma nuvem pública combinada com as ferramentas de análise avançada de outra provedora de Cloud, tudo integrado aos recursos de uma nuvem privada. Essa soma de opções pode ser utilizada como numa única solução.

Essa abordagem oferece flexibilidade e permite que as empresas adaptem sua infraestrutura de acordo com as necessidades específicas de cada projeto ou departamento, sem contar que o modelo de híbrido pode ser a chave para o processo de migração das empresas para a nuvem, partindo de um colocation para uma nuvem privada até se conectar a um ambiente público.

A multicloud ainda fornece vantagens de segurança e redundância, reduzindo o risco de interrupções significativas devido a problemas em uma única nuvem. Ou seja, amplia o horizonte da computação em nuvem e coloca nas mãos das empresas o poder de personalização e otimização que a tecnologia oferece.

Com tantos recursos, já podemos afirmar que o cloud computing é uma força transformadora que está moldando o cenário tecnológico global. À medida que novas tendências, estratégias híbridas e multicloud continuam a evoluir, a capacidade de empresas de se adaptarem a essas mudanças determinará seu sucesso na era digital.

A SONDA acredita que o futuro da computação em nuvem é vasto e repleto de possibilidades para impulsionar a inovação, a eficiência e a segurança. É hora de aproveitar essa revolução tecnológica e navegar com destreza por essas águas em constante evolução.

*Paulo Nazaré, Gerente novos Negócios de Cloud e Data Center na SONDA Brasil.

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