*Por Wladimir Bortoletto Nunes
Passado esse intenso período, é o momento de organizar e estruturar o setor com foco em melhorias no serviço prestado, o que envolve mudanças para os pacientes, médicos e profissionais como um todo. Nesse sentido, o uso da tecnologia para atender demandas - internas e externas – será o ponto-chave para essa nova fase.A adoção de novas tecnologias como a Inteligência Artificial (IA) e o Machine Learning (ML) devem ser a prioridade na agenda do setor para elevar a medicina a um caráter exponencial. Isso porque tais tecnologias promovem aos médicos, enfermeiros e demais profissionais do segmento o acesso a informações confiáveis, ou seja, baseadas em evidências, o que eleva os cuidados aos pacientes de maneira preventiva. De acordo com um estudo do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CBI.br), entre 2019 e 2022, houve aumento de 85% e 81% no acesso de médicos e enfermeiros, respectivamente, a informações dos pacientes de forma eletrônica.
E a saúde digital deve continuar em expansão, sobretudo com foco na interoperabilidade entre sistemas de saúde para consolidar e compartilhar as informações relacionadas ao paciente. Com base nesse repositório, as ferramentas de aprendizagem de máquina podem extrair e revelar informações valiosas de dados clínicos não estruturados, beneficiando a saúde e a qualidade de vida dos pacientes, além de aumentar a eficiência do provedor de saúde e diminuir a sinistralidade do plano de saúde.
Hoje, em muitas instituições de saúde, as informações sobre o paciente são muito fragmentadas e desordenadas, sem contar quando se encontram em papéis. A falta de dados estruturados e consolidados da carteira de beneficiários da saúde de maneira digital impossibilita que sistemas de ML cruzem informações para ampliar as evidências e diagnósticos e, assim, contribuam em tratamentos personalizados, com muito mais agilidade e eficiência. Além disso, a interação com o paciente durante o tratamento, por exemplo, pode contribuir com a indústria na melhoria da cadeia produtiva de medicamentos. Os hospitais e os convênios, por outro lado, não conseguem ter acesso a todas as informações que precisam para medir com mais eficiência os custos dos tratamentos e ter visibilidade dos diversos estágios de tratamentos em vigência. A ideia, ao convergir soluções de IA, Big Data e ML, é apoiar os processos de forma real e eficiente, elevando o patamar da medicina preventiva e da qualidade de vida do beneficiário, o que refletirá em melhor eficiência operacional e redução de custo para a saúde suplementar.
*Wladimir Bortoletto Nunes é Especialista em Soluções de Saúde da SONDA Brasil
La inteligencia artificial está transformando la forma en que las organizaciones operan, innovan y toman decisiones. Sin embargo, su adopción también plantea desafíos relacionados con seguridad, gobernanza y cumplimiento. El verdadero reto no es implementar IA, sino hacerlo de manera responsable y sostenible.
*por Ricardo Scheffer A evolução tecnológica sempre esteve associada ao aumento de produtividade, especialmente no ambiente empresarial e industrial. No entanto, o avanço acelerado da automação introduz uma tensão estrutural inédita. Se, por um lado, as companhias ganham escala, eficiência e previsibilidade, por outro, o papel do ser humano em diversas atividades passa por uma redefinição, o que levanta questionamentos sobre geração de renda, inclusão e acesso aos benefícios da inovação.
Empresa de tecnologia participará dos testes da segunda fase do piloto do IBS, iniciativa que apoia a implementação da Reforma Tributária no Brasil
