Notícia

Virtualização e hiperconvergência: Elementos-chave no serviço de cloud

Virtualização e hiperconvergência: Elementos-chave no serviço de cloud

Ultimamente, a massificação do cloud computing  claramente está mudando o paradigma da hospedagem de dados. A virtualização tem ajudado muito neste sentido, quase até chegar a converter-se em um padrão dentro do mercado. E esta é uma tendência que, não só impactou fortemente o setor financeiro, mas também áreas como o setor de telecomunicações, comércio e governo.

De acordo com dados de IDC, embora exista, o impacto do Cloud Computing no mercado de servidores, sobretudo entre aqueles workload que não são de missão crítica, ainda não é tão visível. De fato, apesar de que este segmento venha caindo ano após ano (13% nos lucros, comparando os anos de 2017 e 2016), ainda são cifras baixas em redução, o que não marca uma tendência tão decrescente.

“Sim, há um impacto nas novas cargas de trabalho, no desenvolvimento de aplicativos e infraestruturas que as empresas estão implementando para enfrentar sazonalidades”, aclara Matías Fuentes, Analista de Serviços de TI IDC Chile. “Por exemplo, no varejo, quando se deparam com datas-chaves para o consumo (Dia das Mães, Natal, CyberDays), ou na área educacional, quando encaram os processos de inscrições”, explica.

Javier Romano, Diretor Regional de Tecnologia em SONDA, afirma que o principal tem sido a modalidade de compra, que está passando de Capex para Opex. “Isto significa que, em muitas situações, adota-se um modelo as a Service (aaS), o que acontece tanto em casos de nuvem privada, dedicada ou compartilhada, como em casos de nuvem pública”

O profissional afirma que, apesar de existirem companhias que por razões financeiras continuam pretendendo comprar servidores (Capex), a grande maioria tem passado para consumo como serviço (Opex). “As organizações de TI têm decidido aproveitar as vantagens do cloud computing para que os requerimentos das áreas de negócio possam ter uma resposta adequada, em tempo e forma”.

Vantagens como flexibilidade, versatilidade, escalabilidade e otimização de custos trazem da mesma forma a necessidade de modificar como se gerencia a plataforma de computação, já que, sem um correto controle, alguns clientes têm se deparado com “surpresas” ao começar a adotar o modelo aaS. “A chave é a gestão, pois existem ferramentas e serviços para poder liberar a adoção sem perder o controle dos orçamentos e, em geral, da administração dos recursos”, enfatiza Romano.

Virtualização e hiperconvergência

A virtualização de servidores é uma prática bastante difundida no país. É um denominador comum nas empresas, o que tem facilitado o caminho para a migração ao cloud, já que esses servidores virtualizados podem migrar com maior facilidade à nuvem.

“Tal como o cloud computing, tendência que aumenta 33,8% ao ano, a hiperconvergência está crescendo a um ritmo de 35%, em 2019, principalmente porque há dados que historicamente eram guardados em disco externo e que hoje são armazenados nestas tecnologias, haja vista suas qualidades, que têm relação com a eficiência de processos de TI”, destaca Fuentes.

Para Romano, a virtualização, hoje, é o padrão do setor, já que há muito poucos casos de uso que merecem o emprego de servidores físicos dedicados. “Isto foi facilitado tanto pela evolução das capacidades de gestão dos diferentes sistemas de virtualização, como pela flexibilidade de ter múltiplos ambientes que estendem as capacidades dos equipamentos físicos; hoje, inclusive, com capacidades reais de orquestração híbrida (nuvem privada e pública)”.

Em relação à hiperconvergência, para diferentes tamanhos de organização, apresenta um modelo simplificado de administração e gestão, que resulta em um menor custo de operação. “Em operações de larga escala são utilizadas plataformas SDX (Software Defined Everything), mas com a separação física das camadas de computação, armazenamento e rede”, diz Romano. “A hiperconvergência proporciona novas alternativas, mas para cada caso as organizações devem analisar seu contexto e tomar a decisão adequada”, acrescenta.

Funções e segmentos

Hoje em dia, os servidores são utilizados para distintas finalidades, dentre as quais se destacam armazenamento, e-mails e uso de software. No entanto, afirma Fuentes, cada uma destas funcionalidades tem diferentes graus de importância. “No caso do e-mail, há um menor número de empresas que utiliza servidores para este tipo de serviços, havendo uma alta taxa de companhias que têm suas mensagens hospedadas na nuvem.”

Para outras funções, existe uma maior compra de servidores: um exemplo claro são os sistemas de ERP ou os core financeiros usados pelo setor financeiro para garantir alta disponibilidade e desempenho de serviços.

“O modo de uso tem, por um lado, a ver com os requisitos do fabricante do software que será executado no referido equipamento, por temas de certificações ou garantia de performance, mas na maioria dos casos, faz sentido quando se analisa o investimento do stack completo”, explica Romano. “Em muitas situações, o software é mais caro que o hardware; dedicar servidores em alguns destes cenários permite otimizar o licenciamento de certos desenvolvedores de software. Basicamente, temos visto mais requisições de máquinas físicas por questões de custos do que para atender a uma carga de trabalho específica”, acrescenta.

A aquisição de servidores no Chile é algo secundário nos diferentes setores produtivos, no entanto, para alguns negócios é muito mais importante. “Em 2018, foram comprados cerca de 12.000 servidores físicos. Deste total, aproximadamente 30% foi adquirido pelo setor financeiro, o qual exige parâmetros de segurança bastante específicos. São muito importantes, também, as atividades das telecomunicações, o comércio e o governo”, detalha Fuentes.

Normalmente, aqueles que necessitam adquirir servidores costumam ser empresas de médio a grande porte, acrescenta Romano. “No segmento de pequenas e médias empresas, é normal ver a adoção de serviços de nuvem privada ou pública, já que lhes permite continuar sendo eficientes, independentemente de que seu negócio cresça ou diminua. Esta flexibilidade é muito necessária nas organizações onde os recursos são escassos.”

Critérios a serem considerados

Segundo os especialistas, a tecnologia seguirá evoluindo e haverá constantemente um aumento na densidade de computação e armazenamento por unidade de rack, mas efetivamente cada vez mais os clientes se preocupam menos com as características dos servidores físicos e tomam suas decisões de acordo com as contribuições do conjunto (hardware, software, serviços de suporte e gestão). “Apesar de que sempre foi um privilégio apoiar-se em uma empresa de serviços de TI com experiência e capacidade, com a diversidade de opções, é fundamental não apenas pensar no preço, mas também em como este conjunto de soluções pode permitir que meus aplicativos funcionem de maneira ideal, incluindo a capacidade consultiva de poder fazer alterações nos mesmos. Neste âmbito, acreditamos que é essencial ter um partner que realmente possa auxiliar no stack completo”, resume Romano.

Para Fuentes, se um equipamento está destinado para processar somente um workload, provavelmente o diferencial será o preço. “Mas se esse servidor deve conciliar-se com outras funções e entregar serviços críticos de maneira interna ou externa, existem outros fatores-chaves que vão prevalecer mais que o preço”, comenta. “A eficiência energética (EE) é um tema relevante a ser considerado pelos grandes compradores de servidores (data center, por exemplo), mas para pequenas compras de servidores não existe uma grande diferença”, afirma.

Romano conclui afirmando que as especificações devem estar de acordo com os requisitos das cargas de trabalho/aplicativos que serão executados nos equipamentos, os quais ocupam cada vez menos espaço físico, possuem melhor EE e uma alta densidade. “É imprescindível escolher um provedor de housing/hosting que possa entregar pouco a pouco melhor eficiência no valor total da operação. No caso do cliente que adquire servidores, é crucial ter o respaldo de um bom nível de suporte local; o serviço de pós-venda é vital no momento de tomar uma decisão.” 

Publicado em: Channel News

Entre em contato conosco
Selecione um país
Company
Name
E-mail
Serviço de interesse
Message