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Tecnologias em serviço da segurança cidadã: a na sucedida experiência de Montevidéu

Tecnologias em serviço da segurança cidadã: a na sucedida experiência de Montevidéu

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A revolução industrial e as subsequentes ondas de modernização têm sido agentes chave no processo de crescimento de as grandes estruturas metropolitanas. Diversos estudos afirmam que para 2050, 85% da população mundial viverá em cidades, fazendo mais complexa a gestão de assuntos estratégicos para melhorar a qualidade de vida, como são o transporte, a provisão de serviços básicos, o tratamento dos resíduos particulares e industriais e, um dos que mais gera preocupação na população segundo o relatório Mercer , é a segurança.

Motivado pelo forte desenvolvimento das tecnologias surge o conceito de Smart City ou cidade inteligente. Considerando a definição do BSI (British Standards Institution), adotada pela UE  ela consiste na “ integração efetiva dos sistemas físicos, digitais e humanos para a construção de um ambiente que proporcione um futuro sustentável, próspero e inclusivo para os seus cidadãos.”.  A cidade inteligente é então aquela cidade que aplica soluções tecnológicas com o objetivo de prover uma infraestrutura que garanta um desenvolvimento sustentável, um aumento da qualidade de vida dos seus habitantes, uma maior eficácia no uso dos seus recursos e um aumento da participação cidadã.

Assim como se reunir em uma caverna foi a resposta à necessidade original para mitigar os medos em um mundo hostil cheio de perigos e incertezas, se sentir seguros continua sendo hoje em dia uma das necessidades básicas da nossa espécie.

As novas tecnologias, baseadas em modelos que utilizam paradigmas como Internet das Coisas ou Big Data, abordam assuntos de segurança não só com o objetivo de reprimir ou prevenir delitos ,mas também para evitar vandalismo na propriedade pública ou privada, e agir rápida e pro ativamente diante de situações de emergência ou realizar uma prévia detecção de eventos de risco. Em definitiva, o que se busca é tornar o nosso hábitat em uma cidade segura, uma cidade com segurança inteligente.

Por exemplo, hoje temos ao nosso alcance uma grande quantidade de dispositivos –câmaras digitais integradas a computadores, robôs e/ou drones– que são capazes de perceber e auscultar o ambiente que nos rodeia através da análise de imagens por computador, permitindo que os sistemas levantem os alertas necessários e as autoridades e instituições responsáveis por responder posam agir oportunamente.

Através de uma rede de câmaras e de um sistema de análise de vídeo e de som, junto de motores de regras que permitem gerar alertas quando detectam eventos que têm sido definidos previamente como potencialmente perigosos, é possível que as organizações e as cidades contem com um sistema que zele por sua segurança. Sendo também possível fazê-lo com um mínimo de intervenção humana, o que resulta em menores custos e diminuição de riscos por erros humanos sejam eles intencionais ou não.

Como exemplo próximo disto o projeto Cidade Segura é hoje uma realidade em Montevidéu. Um projeto bem sucedido de segurança inteligente que permitiu recuperar espaços públicos, revalorizar as propriedades imobiliárias, entregar segurança para os seus habitantes e turistas e poder voltar a  desfrutar tranquilamente um área patrimonial que é um orgulho para todos os cidadãos de Montevidéu.

Além da contribuição em segurança a contribuição da tecnologia às cidades é infinita: estacionamento inteligente, medidores de tráfego, gestão de resíduos e classificação automática, dentre outras aplicações. O desafio hoje em dia deixou de ser como obter dados e se tornou em encontrar a melhor forma de tirar o maior proveito da grande quantidade de dados que  os habitantes das cidades geram.