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Maximize seus investimentos com um programa de adoção de tecnologia

Maximize seus investimentos com um programa de adoção de tecnologia

Ao longo dos últimos anos, o termo "Technology Adoption" tem ganho destaque no mundo da tecnologia, mas será que realmente entendemos os seus reais benefícios?

No ano de 2019, durante o Cisco HCS Summit em Santiago do Chile, realizei meu próprio benchmark sobre Technology Adoption. Logo no início de uma palestra que proferi sobre o tema, questionei os participantes, se tinham familiaridade com programas de adoção de tecnologia. Somente 1% da platéia levantou a mão e a minha teoria se confirmava, de que uma pequena parcela do mercado tinha familiaridade com o assunto.

Agora que absorvemos o home office como realidade no novo normal, o tema da adoção se torna ainda mais relevante, visto que temos a força de trabalho das mais diversas áreas, digitalizando seus processos para continuar produzindo. Entretanto, para que estes usuários extraiam o máximo das ferramentas digitais, é necessário que eles sejam habilitados para tal. Esta talvez seja a principal justificativa da execução de um programa de adoção de tecnologia.

Quantas empresas adquirem novas tecnologias, assumindo que os colaboradores irão num passe de mágica extrair o máximo da nova ferramenta?

Um bom exemplo do desafio nesta nova realidade, pode ser visto na área de educação. Uma pesquisa publicada pelo jornal O Estado de São Paulo, aponta que 8 entre 10 professores não se sentem preparados para o ensino online.

Analisando o gráfico abaixo, podemos entender ainda melhor o tamanho do desafio.

Existem perfis de comportamento diferentes, baseados no nível de resistência (ou total ausência dela) na adoção da tecnologia. Estes perfis estão presentes na força de trabalho das organizações e identificar estes usuários pode fazer a diferença, na execução do programa de adoção (especialmente os 50% que estão do lado direito do gráfico).

Abaixo, listamos os 4 pilares fundamentais, para a execução de um programa de adoção de sucesso:

1 – Visão:

Nesta fase, o importante é identificar os objetivos e fatores que levaram a aquisição de uma determinada tecnologia. Engajar os executivos que tomaram a decisão de compra, acaba garantindo a obtenção de informações importantes.

Um programa de adoção deve ter como objetivo, endereçar estudos de caso bem específicos, onde os benefícios podem ser facilmente tangibilizados.

Exemplo: Uma ferramenta de online meeting que reduz a necessidade de viagem. (sim, é neste nível de simplicidade.)

2 – Comunicação:

Comunicação é talvez a principal ferramenta para romper a resistência de usuários não classificados como early adopters, no gráfico anterior. Ela traz um senso de pertencimento e coloca o colaborador como parte do processo de implantação da nova tecnologia.

Além do mais, a comunicação justifica a implantação da nova ferramenta (a visão identificada na fase anterior), possibilitando a compreensão dos motivos da transformação tecnológica.

Um bom plano de comunicação deve utilizar os meios que já são sabidamente eficazes pela organização.

Exemplo: informes em áreas físicas comuns, e-mails dentro do formato de comunicação da empresa, artigos na intranet, etc.

3 – Treinamento:

Sabemos que manuais de uso dos fabricantes não são a leitura mais agradável de todas. Colocando o fator tempo limitado na equação, chegamos a fácil conclusão de que eles não são o melhor caminho para o treinamento de usuários em novas tecnologias.

Nesta fase, é recomendado um approach customizado, onde os casos de uso são especificamente demonstrados, com exemplos práticos. Quanto mais simples, melhor.

4 – Avaliação:

Nesta fase, a execução do programa foi praticamente concluída. Os usuários já estão utilizando a nova tecnologia após algum tempo (idealmente por alguns meses) e já é possível mensurar benefícios (financeiros, culturais e mudanças de processos).

Uma interessante maneira de avaliar, seria combinar relatórios de utilização da ferramenta a questionários customizados, enviados para diferentes áreas da organização.

Exemplo: relatório da ferramenta de online meeting em conjunto com questionário, contendo perguntas específicas sobre os benefícios percebidos pelos usuário, quantidade de viagens eliminadas, percepção no aumento de produtividade, etc.

Com as 4 fases concluídas do programa, é então possível monitorar o real percentual de adoção da tecnologia no ambiente e mensurar o retorno de investimento, de acordo com os casos de uso trabalhados.

O processo de avaliação deve ser contínuo, de forma a identificar áreas de baixa adoção e possíveis melhorias.

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