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Estratégia digital: o processo de transformação nas empresas

Estratégia digital: o processo de transformação nas empresas

Por Douglas Couto Cruz, gerente executivo de Pré-Vendas em Digital Innovation da SONDA

O conceito de jornada e transformação digital passou a ser entendido de uma forma completamente diferente pelas organizações no último ano, após a disrupção observada pela pandemia de covid-19. Não à toa, Satya Nadella, CEO da Microsoft, declarou, em um relatório de resultados, que no início de 2020 a companhia viu sua transformação digital de dois anos ser encurtada para um período de apenas dois meses. Esse sentimento não foi trivial. Empresas de todos os setores tiveram de rever suas estratégias de Digital e Inovação.

O que vemos atualmente é um processo de constante e acelerada mudança na forma como a sociedade – empresas e consumidores – se relaciona com a tecnologia. Nosso mundo se transforma a uma velocidade exponencial. Novos produtos e ideias surgem a todo o tempo no mercado. E as empresas precisam se reinventar na mesma velocidade. Existe a necessidade de transformação constante para as empresas se manterem líderes em seus segmentos, ou até mesmo para sobreviverem. O Digital fez com que a competição se tornasse muito mais acirrada que em tempos anteriores.  A  questão que se coloca é: quais ações as corporações precisam adotar para se manter relevantes neste novo cenário?

As empresas precisam inicialmente compreender que a chamada estratégia digital está muito ligada ao conceito de data-driven. Ou seja, com foco nos dados. As informações é que são o ponto central da tecnologia. Assim como definiu em 2006 Clive Humby, com sua famosa frase “os dados são o novo petróleo”, isso nunca fez tanto sentido como nos dias de hoje. Em uma sociedade cada vez mais digitalizada, essas informações precisam ser refinadas, aplicadas de forma correta e acurada pelas organizações.

O que vemos, porém, é que, embora haja intenção dos líderes empresariais de realizar a transformação digital, muitas ainda se encontram na etapa de não saber por onde começar a jornada, falhando em obter êxito em suas estratégias. Isso acontece porque muitas delas não entendem que a verdadeira transformação digital não diz respeito apenas ao uso da tecnologia. As organizações precisam contar com um processo de consultoria baseado em um framework sólido, que alinhe fatores como cenário atual, iniciativas e objetivos estratégicos. A alta liderança precisa propor uma mudança de mentalidade, com o objetivo de transformar a organização com a visão centrada no cliente e a agilidade necessária para responder às mudanças.

Contemplar uma jornada de transformação digital não é simplesmente criar uma solução ou um produto. É muito além disso. Diz respeito a como se entende toda a visão de negócio no curto, médio e longo prazo. A organização precisa ter clareza para onde vai e criar uma estratégia com base nessa meta. Só então, com esse objetivo definido de maneira clara, poderá utilizar tecnologias que serão fundamentais para que a jornada seja bem-sucedida.

Por isso, é preciso contar com a aplicação de técnicas e frameworks que permitam o estabelecimento claro de uma estratégia com foco na jornada digital. Exemplifico algumas dessas arquiteturas corporativas:

Togaf

The Open Group Architecture Framework (Togaf) é um framework que permite a construção de uma arquitetura corporativa baseada em tecnologia, em um alto nível de desenvolvimento de software. Esse método auxilia na organização de processos que visam reduzir erros, manter cronogramas e, sobretudo, alinhar as estratégias com as unidades de negócios. Esse método garante uma organização que propicia o alinhamento de metas, com rápidas correções de rota.

Framework da transformação digital, segundo o MIT

Em 2014, os pesquisadores do MIT Sloan School of Management George Westerman, Didier Bonnet e Andrew McAfee publicaram um artigo que mudaria para sempre a forma como as empresas interpretam a transformação digital. No ensaio, os acadêmicos propõem um framework com nove elementos para que as corporações possam criar suas estratégias digitais. Esses elementos são suportados por três pilares: experiência do consumidor, processos operacionais e modelo de negócios. Tudo isso amparado por plataformas digitais que entreguem rápidas inovações e por um backbone operacional, com processos bem definidos e aplicações modernizadas.

Em resumo, a jornada da estratégia digital precisa ser estipulada levando em consideração processos bem definidos e objetivos claros de negócios. Tudo pensado em prazos futuros. Caso contrário, a jornada digital não conseguirá ter tração. Compreender os gargalos e as obstruções para promover essa jornada é essencial. Dessa maneira, as organizações conseguirão obter consistência e alcançar os resultados de negócios.

*Douglas Couto Cruz é gerente executivo de Pré-Vendas em Digital Innovation da SONDA

 

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