Pressão por compliance, ESG e gestão de riscos leva empresas a substituir a homologação pontual pelo monitoramento contínuo da cadeia de fornecedores. SONDA está entre as organizações reconhecidas pela maturidade nessa prática
Setembro de 2026 – O aumento das exigências regulatórias, o fortalecimento das práticas de ESG (Environmental Social Governance), a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e a crescente exposição das empresas a riscos envolvendo terceiros estão transformando a forma como as organizações gerenciam seus fornecedores. A homologação, antes tratada como uma etapa realizada apenas no momento da contratação, deixou de ser suficiente diante de um cenário em que riscos fiscais, trabalhistas, ambientais, financeiros e de integridade podem surgir a qualquer momento durante a relação comercial.
A mudança ocorre porque os riscos associados a terceiros deixaram de ser estáticos. Empresas podem perder certidões, entrar em recuperação judicial, sofrer sanções ambientais, responder a processos trabalhistas ou ser envolvidas em casos de corrupção mesmo após terem sido aprovadas na homologação inicial.
Nesse contexto, a SONDA do Brasil, líder regional em Transformação Digital, está entre as organizações brasileiras que adotaram um modelo de monitoramento contínuo, e foi reconhecida pela Gedanken, empresa especializada em soluções para gestão de riscos e conformidade de terceiros, pela maturidade alcançada nessa prática.
O reconhecimento foi concedido após uma avaliação técnica realizada pela Gedanken entre aproximadamente 300 grandes organizações que utilizam sua plataforma. A avaliação considera fatores como frequência do monitoramento, cobertura da base de fornecedores, tratamento dos alertas, definição de planos de ação e integração da gestão de terceiros aos processos de governança corporativa. Apenas 50 empresas atingiram o nível de maturidade estabelecido pela consultoria, evidenciando que a gestão contínua de terceiros ainda representa um diferencial competitivo e de governança no mercado brasileiro.
"A tecnologia viabiliza o monitoramento, mas a maturidade depende da disciplina operacional, da definição de processos e do comprometimento das equipes. Empresas que conseguem incorporar essa prática à rotina estão mais preparadas para enfrentar riscos cada vez mais dinâmicos", explica Lucas Madureira, cofundador da Gedanken.
Durante todo o ano de 2025, a SONDA adotou um processo permanente de acompanhamento da situação fiscal, trabalhista, financeira, jurídica, ambiental e de integridade dos parceiros comerciais durante toda a vigência do relacionamento. A companhia manteve mais de 350 fornecedores sob gestão ativa de riscos por meio da plataforma G-Certifica, solução que realiza o monitoramento contínuo de terceiros e emite alertas sobre alterações relacionadas à conformidade fiscal, integridade, aspectos trabalhistas, critérios ESG, situação financeira e outros fatores capazes de impactar a continuidade dos negócios. Na prática, o modelo combina consultas automáticas a bases públicas e privadas, emissão de alertas sempre que ocorre uma alteração relevante, reavaliações periódicas e definição de planos de ação conforme o nível de criticidade identificado.
Além de reduzir riscos regulatórios, o monitoramento contínuo evita interrupções em contratos, protege a reputação corporativa, reduz perdas financeiras, facilita auditorias e fortalece programas de compliance e ESG.
Esse movimento acompanha uma tendência global. De acordo com a Global Compliance Survey 2025, da PwC, a gestão de riscos tem levado as organizações a reinventar seus programas de compliance para responder de forma mais ágil às mudanças do ambiente de negócios. Segundo a consultoria, empresas mais maduras vêm utilizando tecnologia e processos contínuos para fortalecer a gestão de riscos e ampliar a confiança nas relações com parceiros e fornecedores. Ao mesmo tempo, a ABNT NBR ISO 20400, referência internacional para compras sustentáveis, reforça a importância de incorporar critérios ambientais, sociais, éticos e de governança em toda a cadeia de fornecimento.
Para Rayhanna Fernandes, advogada especialista em sustentabilidade corporativa, com foco em diversidade, direitos humanos e trabalho decente, a responsabilidade das organizações não termina quando um contrato é assinado. "Hoje, investidores, consumidores, órgãos reguladores e a sociedade esperam que as empresas acompanhem continuamente as práticas trabalhistas, ambientais, sociais e de integridade de seus fornecedores. A diligência permanente deixou de ser uma boa prática para se tornar um elemento essencial da governança corporativa e da sustentabilidade das cadeias de valor", explica ela.
Para Keila Janaina Israel, supervisora de Contratos de Fornecedores da SONDA do Brasil, acompanhar continuamente os fornecedores tornou-se parte da estratégia de governança da companhia. "A complexidade das cadeias de fornecimento exige uma visão dinâmica sobre os riscos. Não basta verificar a conformidade apenas na contratação. O monitoramento contínuo fortalece a governança, amplia a capacidade de prevenção e contribui para garantir a continuidade dos projetos e a confiança dos clientes", finaliza Keila.
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Quando um sistema crítico falha, o que os usuários percebem não é um erro de programação, mas uma promessa quebrada. Em uma era de profunda integração digital, a cibersegurança deixou de ser apenas uma questão tecnológica e passou a ser o pilar que sustenta as operações diárias. Para uma instituição pública, um banco ou um operador logístico, um incidente não representa apenas uma violação de segurança; é uma fila que não avança, um processo crítico que paralisa ou um serviço essencial indisponível justamente quando ele é mais necessário, impactando diretamente a continuidade operacional, os riscos e a reputação da organização.
Companhia integra a edição 2026 do anuário, que reúne as organizações de maior receita do país com base nos resultados financeiros de 2025
