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Um marco tecnológico para o Chile e para a região: Data center Tier IV da SONDA

13/06/2018
Juan Ernesto Landaeta
Gerente Corporativo de Servicios de Data Center y Cloud de SONDA

O centro de dados – que inclui um investimento de US$ 130 milhões – estará localizado ao lado do data center da empresa em Quilicura (Santiago doChile), atualmente certificado com o Tier III em Projetos, Construção eSustentabilidade Operacional.  

Um verdadeiro marco para o Chile e para a região é o novo data center que a SONDA construirá em Santiago, no Chile, o primeiro da América Latina em uma empresa de serviços de TI.

Na América do Sul, existem apenas quatro outros data centers de Nível IV, nas quais dois deles são instalações privadas, o Banco Santander no Brasil e o BBVA no México, e os outros dois são de empresas de telecomunicações.

O novo data center da SONDA será um marco tecnológico para o Chile, superando o nível Tier III, no qual o integrador latino-americano já está se referindo a ter um dos dois data centres do país certificados com Tier III em projeto, construção e operações gold, e atenderá à crescente demanda de empresas para acessar instalações de plataformas tecnológicas com tolerância zero a falhas.

"Empresas e organizações que precisam operar em uma base 7x24x365, como bancos e instituições financeiras, hospitais e clínicas, varejistas, concessionárias ou empresas de serviços públicos, para as quais uma interrupção pode ter um impacto negativo em larga escala que resulta em sérios danos, além de causar perdas financeiras definitivamente preferirão contratar serviços com um data center Tier IV ", disse Juan Ernesto Landaeta, Gerente Corporativo de Serviços de Data Center e Cloud da SONDA.

De acordo com Uptime Institute, um data center Tier IV exige que todos e cada um de seus componentes possam suportar uma falha, seja planejada, não planejada ou causada por erro humano, sem que isso afete a continuidade dos equipamentos de TI na sala de informática.

É assim que, diferentemente de um Tier III, esse nível superior deve ter compartimentalização de elementos críticos, resfriamento contínuo, capacidade "N" após uma falha e duas redes de distribuição de energia elétrica ativas simultaneamente.

Este novo data center, que permitirá que os clientes da SONDA no Chile e na região possam acessar os mais altos níveis de confiabilidade disponíveis no mundo, contempla um investimento de US$ 130 milhões nos próximos 5 a 10 anos.

Os primeiros 1.000 m2 da instalação dos 4.000 m2 de superfície planejada serão construídos durante este ano e estarão em operação em Janeiro de 2020, após um investimento de US$ 40 milhões.

Atualmente, a SONDA está em processo de certificação do Projeto pela Uptime Institute, uma entidade reconhecida mundialmente pela criação e gerenciamento dos Tier Standards.

Além disso, esse data center fortalecerá os serviços de nuvem de negócios, bem como os serviços de recuperação de desastre (DRaaS) para todos os países da América Latina que o exigem.

LIMPANDO O MITO DA VIABILIDADE DOS TIER IV NO CHILE

Algumas vozes expressaram "a impossibilidade" de instalar um Data Center Tier IV, no entanto, a tecnologia e os fatos desmentem esse mito.

O primeiro argumento usado para descartar a possibilidade de construir um data center Tier IV é o requisito de geração de energia externa duplicada. Ou seja, ter dois fornecedores externos de energia, paralelos e permanentes. Como sabem, nosso país tem um único grande distribuidor conhecido como Sistema Interconectado do Norte e Centro. No entanto, tendo geradores COP independentes, capazes de operar 24/7, esse mito é eliminado.

De fato, o Chile não é o único país com um único distribuidor-fornecedor de energia. O Brasil também e isso não o impede de ter um Data Center Tier IV privado, certificado pelo Uptime Institute.

Outro argumento refutado pela prática é acreditar que a natureza sísmica do nosso país impede 100% de segurança. A tecnologia existente permite a construção com certificação Tier IV em qualquer parte do mundo, mitigando o impacto de terremotos com isoladores sísmicos especialmente projetados para países como o Japão e o Chile.

Por fim, será o mesmo Uptime Institute que, após verificar a conformidade dos requisitos através de testes de confirmação baseados nos resultados e no impacto nas operações, determinará a qualidade do Projeto e Construção para emitir o certificado correspondente.

Notícia publicada no: "El Mercurio"