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Terceirização facilita gerenciamento

28/09/2018

Por Ana Luiza Mahlmeister | De São Paulo

Abrir mão de um datacenter próprio e transferir todos os seus sistemas para uma nuvem de terceiros não é uma decisão fácil, mas está seduzindo muitos executivos pela redução de custos no longo prazo, a facilidade de gerenciamento do ambiente e manutenção dos sistemas.

Essas foram as razões, por exemplo, para o Banco Votorantim iniciar a jornada para a nuvem que começou em 2017 com a contratação de consultorias que analisaram o que valeria a pena ir para a nuvem e o que ficaria "em casa". "Estudamos mais de 200 sistemas para avaliar quais seriam adaptados e quais mantidos em datacenter próprio por questões de custo, aproveitando nossa infraestrutura", explica Marcos Vinicius Magalhães, gerente de operações de suporte técnico do Banco Votorantim.

A decisão foi manter os sistemas principais do banco, como informações sobre os clientes, na estrutura interna e migrar para a gestão empresarial e de recursos humanos. Um dos primeiros passos para a migração, segundo Magalhães, foi a virtualização de servidores com sistemas Nutanix, permitindo centralizar o armazenamento e o gerenciamento do ambiente.

O banco vai manter um datacenter próprio e o segundo será terceirizado para um fornecedor de serviços. A partir daí a meta é levar 40% das aplicações para a nuvem até o final do ano que vem. "Os novos projetos já serão desenvolvidos para rodar em nuvem, levando em conta os benefícios da escalabilidade da aplicação e o atendimento de picos de demanda", diz Magalhães.

Um dos novos sistemas do Votorantim, que já foi desenvolvido pensando em rodar no novo ambiente, é o de comunicação com o cliente. Uma aplicação transforma áudios em texto para identificar clientes insatisfeitos permitindo ações rápidas para evitar problemas e perda de contas.

A decisão de terceirizar um dos datacenters, a unidade da avenida Paulista, em São Paulo, também permitiu ao banco economizar com o custo de conectividade. A decisão levou em conta a migração para uma estrutura mais segura (tier 3) e a presença em uma nuvem pública, além da diminuição do tempo de resposta para acesso às informações com uma rede sempre atualizada.

A desaceleração econômica também levou empresas a abrirem mão de suas estruturas tecnológicas. A Minasligas, produtora de ferro silício, silício metálico e microsílica, de Belo Horizonte (MG), perdeu funcionários nos últimos dois anos. A mudança para um espaço físico menor foi o incentivo que faltava para terceirizar toda a área de tecnologia com a contratação do datacenter da Sonda Ativas.

Um dos critérios para essa opção, segundo Luís André Vilela, CIO do Minasligas, foi a proximidade física com o fornecedor. Outro ponto importante na decisão foi contar com equipamentos de primeira linha em um ambiente estável, sem quedas de rede e energia e com mais segurança. "A redução de custos vai se dar nos próximos cinco anos quando não teremos que renovar o parque de computadores nem o licenciamento do banco de dados", diz o executivo.